O estoque de segurança é fundamental na cadeia de suprimentos e para o balanceamento de uma operação, mas qual o seu conceito?
Podemos
defini-lo como o "pulmão" de estoque de cada item que tem o objetivo de
absorver as incertezas da demanda e os desvios nos prazos de reposição
dos estoques.
Podemos representá-lo pelo gráfico abaixo:
Seu cálculo é realizado através da seguinte fórmula:
Mas o que significa a constante K (nível de serviço)? É você assumir
um risco de falta de produto. Por exemplo: um nível de serviço de 95%
significa que você tem 5% de probabilidade de faltar esse produto no
estoque. Vale ressaltar que 5% de probabilidade não significa que
efetivamente você terá falta desse item.
E por que não
consideramos 100% de nível de serviço? Porque isso pode elevar
consideravelmente os custos de estoque (sobrepondo um eventual "custo de
falta").
Normalmente algumas empresas utilizam o critério ABC
para definir o nível de serviço (exemplo: A - 98%, B - 95% e C - 92%),
além do cruzamento de informações entre a sua representatividade de
demanda (em %) e a sua respectiva irregularidade de demanda.
O
estoque de segurança é uma das ferramentas que deverá compor a política
de estoques de uma empresa para o correto balanceamento da operação.
Fonte: Danilo Doriguelo de Melo
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
A Diferença entre o Bom Gestor e o Grande Gestor
Nos dias atuais, ter um excelente gestor é sinônimo de qualidade,
eficiência, desenvolvimento e principalmente retenção de talentos em uma
empresa. Muitas empresas tem investido fortemente em treinamentos para
capacitação dos seus líderes visando passá-los do patamar de "bons para
excelentes" gestores.
Algumas características de excelentes gestores:
- Investem tempo no desenvolvimento dos funcionários;
- Não apenas delegam, mas passam a confiança de tomada de decisão aos subordinados;
- Fornecem constante feedback (sempre honesto) com objetivo de desenvolvimento;
- Se preocupam em todos os aspectos com os funcionários;
- São exemplos de integridade, ética e são considerados “espelhos” para os mais jovens;
- Participam de programas de mentoring;
- São defensores e multiplicadores dos valores e missão da empresa;
- Auxiliam na criação do plano de desenvolvimento individual do funcionário;
- Entre outros;
E você? É um bom ou um grande gestor? Se você ainda não sabe a resposta, faça uma reflexão do seu relacionamento com os subordinados e da sua carreira! Geralmente são as pequenas atitudes que nos diferenciam no dia a dia.
Fonte: Danilo D. de Melo
Algumas características de excelentes gestores:
- Investem tempo no desenvolvimento dos funcionários;
- Não apenas delegam, mas passam a confiança de tomada de decisão aos subordinados;
- Fornecem constante feedback (sempre honesto) com objetivo de desenvolvimento;
- Se preocupam em todos os aspectos com os funcionários;
- São exemplos de integridade, ética e são considerados “espelhos” para os mais jovens;
- Participam de programas de mentoring;
- São defensores e multiplicadores dos valores e missão da empresa;
- Auxiliam na criação do plano de desenvolvimento individual do funcionário;
- Entre outros;
E você? É um bom ou um grande gestor? Se você ainda não sabe a resposta, faça uma reflexão do seu relacionamento com os subordinados e da sua carreira! Geralmente são as pequenas atitudes que nos diferenciam no dia a dia.
Fonte: Danilo D. de Melo
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
A Importância da Comunicação
A comunicação é uma ferramenta /
instrumento fundamental na estratégia de uma empresa. Se bem planejada e
direcionada, conseguimos atingir todos os stakeholders ("grupos de
interesse") de uma forma eficiente, clara e organizada.
Um plano bem elaborado de comunicação impacta de forma positiva uma empresa, como por exemplo:
- Redução de riscos;
- Gerenciamento de crises;
- Geração de valor;
- Direcionamento do plano de negócios;
- Entre outros;
Na minha visão a comunicação clara, o relacionamento e a confiança é a base ("tripé") do time de liderança. O mais importante é que devemos nos planejar para sabermos comunicar de acordo com o público e principalmente ter um ótimo diagnóstico para definirmos qual a melhor estratégia / ferramenta de comunicação que devemos aplicar.
Fonte: Danilo D. de Melo
Um plano bem elaborado de comunicação impacta de forma positiva uma empresa, como por exemplo:
- Redução de riscos;
- Gerenciamento de crises;
- Geração de valor;
- Direcionamento do plano de negócios;
- Entre outros;
Na minha visão a comunicação clara, o relacionamento e a confiança é a base ("tripé") do time de liderança. O mais importante é que devemos nos planejar para sabermos comunicar de acordo com o público e principalmente ter um ótimo diagnóstico para definirmos qual a melhor estratégia / ferramenta de comunicação que devemos aplicar.
Fonte: Danilo D. de Melo
sábado, 13 de setembro de 2014
Ferramenta - Priorização de Atividades
Nos dias atuais é comum você encontrar funcionários ou colegas de trabalho reclamando sobre o excesso de pendências e principalmente sobre o fraco desempenho na entrega de resultados. Muitos dizem: "Trabalho muito e estou decepcionado com meu desempenho" ou "Hoje programei para fazer tais atividades e não consegui fazer nada. Saio frustrado".
O principal ponto é que às vezes temos tantas coisas para fazer que esquecemos de uma etapa fundamental: planejamento e priorização. Não conseguimos entregar tudo de uma vez, porém se bem priorizado, podemos focar as energias em menos atividades e concluí-las até o fim.
Abaixo uma técnica que sempre utilizei para auxiliar nesse ponto. Ela não é uma verdade absoluta, porém dá um "rumo/norte" para funcionários que precisam de ajuda!
Etapa 1 - Lista de Atividades / Ou Brainstorming
Coloque no excel uma relação de todas as suas atividades, projetos ou ideias que você necessita priorizar.
Etapa 2 - Priorização
Em outra guia do excel, cole as informações definidas na etapa 1. Nessa etapa iremos classificar e atribuir uma pontuação para cada atividade/ou projeto conforme variáveis a serem definidas pelo usuário. A seguir uma sugestão:
- Variável Autoridade: autoridade (05 pts), influência (03 pts) e nda (01 ponto);
- Variável Tempo: curto prazo (05 pts), médio prazo (03 pts) e longo prazo (01 ponto);
- Variável Dinheiro / Investimento: baixo (05 pts), médio (03 pts) e alto (01 ponto);
- Variável Impacto na Empresa: alto (05 pts), médio (03 pts) e baixo (01 ponto);
Nesse exemplo, o nosso objetivo é priorizar as atividades que temos autoridade para executar, são rápidas para conclusão, não gastamos nada e no final dão um grande impacto para a empresa.
Após o término de seleção de todos os critérios e análises, o usuário deve reclassificar a sua lista da maior pontuação para a menor. Teoricamente as de maiores pontuações são as prioridades que devemos começar a focar energia no trabalho.
Etapa 3 - Plano de Ação
Nessa etapa devemos copiar a lista priorizada de atividades da etapa 2 em uma outra guia do excel e iniciar o desenvolvimento de um plano de ação. Para cada atividade precisamos definir: como executar, o responsável (quem) e uma data prevista de início / conclusão.
Etapa 4 - Cronograma
Com base nos dados definidos da etapa 3, devemos montar um cronograma para acompanhamento frequente das ações. Nesse etapa é importante ter disciplina e uma sugestão é colocar um status para cada atividade para acompanhamento (exemplo: "em andamento", "atrasado" e "concluído").
Essa é uma técnica simples, porém pode trazer grande benefícios para aquelas pessoas que possuem dificuldade na priorização de atividades.
Fonte: Danilo D. de Melo
O principal ponto é que às vezes temos tantas coisas para fazer que esquecemos de uma etapa fundamental: planejamento e priorização. Não conseguimos entregar tudo de uma vez, porém se bem priorizado, podemos focar as energias em menos atividades e concluí-las até o fim.
Abaixo uma técnica que sempre utilizei para auxiliar nesse ponto. Ela não é uma verdade absoluta, porém dá um "rumo/norte" para funcionários que precisam de ajuda!
Etapa 1 - Lista de Atividades / Ou Brainstorming
Coloque no excel uma relação de todas as suas atividades, projetos ou ideias que você necessita priorizar.
Etapa 2 - Priorização
Em outra guia do excel, cole as informações definidas na etapa 1. Nessa etapa iremos classificar e atribuir uma pontuação para cada atividade/ou projeto conforme variáveis a serem definidas pelo usuário. A seguir uma sugestão:
- Variável Autoridade: autoridade (05 pts), influência (03 pts) e nda (01 ponto);
- Variável Tempo: curto prazo (05 pts), médio prazo (03 pts) e longo prazo (01 ponto);
- Variável Dinheiro / Investimento: baixo (05 pts), médio (03 pts) e alto (01 ponto);
- Variável Impacto na Empresa: alto (05 pts), médio (03 pts) e baixo (01 ponto);
Nesse exemplo, o nosso objetivo é priorizar as atividades que temos autoridade para executar, são rápidas para conclusão, não gastamos nada e no final dão um grande impacto para a empresa.
Após o término de seleção de todos os critérios e análises, o usuário deve reclassificar a sua lista da maior pontuação para a menor. Teoricamente as de maiores pontuações são as prioridades que devemos começar a focar energia no trabalho.
Etapa 3 - Plano de Ação
Nessa etapa devemos copiar a lista priorizada de atividades da etapa 2 em uma outra guia do excel e iniciar o desenvolvimento de um plano de ação. Para cada atividade precisamos definir: como executar, o responsável (quem) e uma data prevista de início / conclusão.
Etapa 4 - Cronograma
Com base nos dados definidos da etapa 3, devemos montar um cronograma para acompanhamento frequente das ações. Nesse etapa é importante ter disciplina e uma sugestão é colocar um status para cada atividade para acompanhamento (exemplo: "em andamento", "atrasado" e "concluído").
Essa é uma técnica simples, porém pode trazer grande benefícios para aquelas pessoas que possuem dificuldade na priorização de atividades.
Fonte: Danilo D. de Melo
sábado, 14 de junho de 2014
Conceito - Milk Run
Atualmente muitas empresas tem utilizado o conceito milk run em suas operações. Mas o que é milk run? Literalmente traduzindo temos o resultado de "caminho do leite". Mas qual o motivo desse nome e onde ele surgiu?
O sistema foi baseado na operação de coleta de matéria-prima das leiterias americanas. O leite era coletado nos produtores utilizando rotas definidas para cada veículo (carroça). As rotas eram previamente estabelecidas respeitando critérios de localização e os produtores disponibilizavam o leite no local e horário estabelecido. Posteriormente os veículos chegavam no destino para descarregamento com um produto de qualidade e carregavam embalagens vazias para fazer o mesmo percurso e repetir a operação no outro dia.
Com o surgimento do conceito Just in Time, as empresas identificaram no sistema milk run uma possibilidade de aumento de frequência das entregas e redução dos lotes em suas empresas, o que acabou gerando uma redução dos estoques.
Considero o milk run um sistema de coletas programadas com rotas e janelas preestabelecidas, tendo os principais benefícios como:
- Redução custo do frete (na cadeia);
- Redução de estoques devido ao aumento da frequência de entrega;
- Melhor aproveitamento de mão de obra (recebimento);
- Melhor programação do fluxo de recebimento;
- Link com princípios JIT (just in time);
- Evitar entregas desnecessárias que aumentam o valor de estoque;
- Maior controle do sequenciamento de produção;
- Maior comunicação na cadeia;
Abaixo um fluxo do milk run para melhor visualização:
Vale ressaltar que o fluxo milk run é uma ótima alternativa para uma empresa, porém antes da sua aplicação no dia a dia é necessário um grande e detalhado estudo para viabilidade de implantação.
Fonte: Danilo Doriguelo de Melo
O sistema foi baseado na operação de coleta de matéria-prima das leiterias americanas. O leite era coletado nos produtores utilizando rotas definidas para cada veículo (carroça). As rotas eram previamente estabelecidas respeitando critérios de localização e os produtores disponibilizavam o leite no local e horário estabelecido. Posteriormente os veículos chegavam no destino para descarregamento com um produto de qualidade e carregavam embalagens vazias para fazer o mesmo percurso e repetir a operação no outro dia.
Com o surgimento do conceito Just in Time, as empresas identificaram no sistema milk run uma possibilidade de aumento de frequência das entregas e redução dos lotes em suas empresas, o que acabou gerando uma redução dos estoques.
Considero o milk run um sistema de coletas programadas com rotas e janelas preestabelecidas, tendo os principais benefícios como:
- Redução custo do frete (na cadeia);
- Redução de estoques devido ao aumento da frequência de entrega;
- Melhor aproveitamento de mão de obra (recebimento);
- Melhor programação do fluxo de recebimento;
- Link com princípios JIT (just in time);
- Evitar entregas desnecessárias que aumentam o valor de estoque;
- Maior controle do sequenciamento de produção;
- Maior comunicação na cadeia;
Abaixo um fluxo do milk run para melhor visualização:
Vale ressaltar que o fluxo milk run é uma ótima alternativa para uma empresa, porém antes da sua aplicação no dia a dia é necessário um grande e detalhado estudo para viabilidade de implantação.
Fonte: Danilo Doriguelo de Melo
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Modelos - Planejamento de Demanda
Pessoal,
O processo de planejamento de demanda em uma empresa é fundamental para a conquista de grandes resultados em uma operação. Tudo praticamente parte desse número: orçamento, planejamento financeiro, vendas, investimentos, estoques, entre outros!
Apesar da sua importância, poucas empresas possuem um modelo sólido de planejamento da demanda. Ainda é muito comum encontrarmos empresas que apenas vão pelo "feeling" do planejador ou somente se baseiam pelo histórico.
Isso pode trazer um grande ônus para a operação, pois dependendo da falha da demanda, podemos ter inúmeros problemas, como por exemplo: falta de estoques, baixo nível de serviço, excesso de estoques, aumento de custo, entre outros.
Para um melhor resultado, devemos considerar as 05 principais fases do modelo de maturidade de planejamento. Podemos destacar em grau de precisão na ordem crescente:
1) Feeling
2) Revisão do Histórico
3) Análise Estatística
4) Colaboração Interna (ex: S&OP)
5) Colaboração Externa (ex: CPFR)
A figura abaixo representa a precisão x maturidade no planejamento.
Posteriormente em outras postagens iremos detalhar um pouco de cada fase, principalmente as fase 04 e 05 que são cada vez mais utilizadas no dia a dia pelas grandes empresas.
Fonte: Danilo Doriguelo de Melo
O processo de planejamento de demanda em uma empresa é fundamental para a conquista de grandes resultados em uma operação. Tudo praticamente parte desse número: orçamento, planejamento financeiro, vendas, investimentos, estoques, entre outros!
Apesar da sua importância, poucas empresas possuem um modelo sólido de planejamento da demanda. Ainda é muito comum encontrarmos empresas que apenas vão pelo "feeling" do planejador ou somente se baseiam pelo histórico.
Isso pode trazer um grande ônus para a operação, pois dependendo da falha da demanda, podemos ter inúmeros problemas, como por exemplo: falta de estoques, baixo nível de serviço, excesso de estoques, aumento de custo, entre outros.
Para um melhor resultado, devemos considerar as 05 principais fases do modelo de maturidade de planejamento. Podemos destacar em grau de precisão na ordem crescente:
1) Feeling
2) Revisão do Histórico
3) Análise Estatística
4) Colaboração Interna (ex: S&OP)
5) Colaboração Externa (ex: CPFR)
A figura abaixo representa a precisão x maturidade no planejamento.
Posteriormente em outras postagens iremos detalhar um pouco de cada fase, principalmente as fase 04 e 05 que são cada vez mais utilizadas no dia a dia pelas grandes empresas.
Fonte: Danilo Doriguelo de Melo
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Aumento - Drop Size
Conforme post anterior, o drop size é essencial para o equilíbrio de uma operação, porém cada dia que passa sua tendência é de redução nas empresas. Mas como podemos aumentar o drop size?
Abaixo algumas iniciativas:
1) Criação de pedido / faturamento mínimo por canal de venda;
2) Revisão da frequência de atendimento (grade logística);
3) Aumento de crédito para clientes pequenos (alinhado com finanças devido a risco de inadimplência);
4) Consolidar área de pequenos clientes para distribuidor autorizado;
5) Redução de clientes não rentáveis;
6) Consolidação de entregas de mercadorias diferentes (ex: sorvete / produto seco), desde que não impacte qualidade do produto;
7) Parceria de entrega com outras empresas;
Fonte: Danilo Doriguelo de Melo
Abaixo algumas iniciativas:
1) Criação de pedido / faturamento mínimo por canal de venda;
2) Revisão da frequência de atendimento (grade logística);
3) Aumento de crédito para clientes pequenos (alinhado com finanças devido a risco de inadimplência);
4) Consolidar área de pequenos clientes para distribuidor autorizado;
5) Redução de clientes não rentáveis;
6) Consolidação de entregas de mercadorias diferentes (ex: sorvete / produto seco), desde que não impacte qualidade do produto;
7) Parceria de entrega com outras empresas;
Fonte: Danilo Doriguelo de Melo
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